
Os vereadores aprovaram na última terça-feira (12) Projeto de Lei n°11/2026, de autoria do vereador Irmão Dentista (PL), que acrescenta o nome de Luiz Gonzaga Bandeira de Melo, autor do hino, brasão e bandeira do município de Itapecuru Mirim, à praça em frente ao cemitério municipal.
O local já era conhecido como Praça da Saudade, no centro, e aguarda apenas a sanção do prefeito Fillipe Marreca (PRD) para passar a se chamar Praça da Saudade - Luiz Gonzaga Bandeira de, uma homenagem ao itapecuruense que até então não havia sido homenageado desta forma.
Nas escolas, eventos oficiais do município e ocasiões solenes a obra do homenageado sempre está presente, mas quase a totalidade da população desconhece sua história e contribuição para a cidade. Ao cantar o hino, hastear a bandeira ou visualizar qualquer documento oficial todos lembrarão de seu criador.
Luiz Gonzaga Bandeira de Melo, nascido em 14 de fevereiro de 1915, no Engenho Laranjeira, hoje assentamento Conceição Rosa, foi uma figura de grande destaque em diversas áreas do saber e da vida pública. Filho de Boaventura Catão Bandeira de Melo e Benedita Francisca Bandeira de Melo, construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação, a justiça e a cultura local.
Atuou como professor do Instituto Rio Branco e, também lecionou no município de Cantanhede, contribuindo significativamente para a formação educacional de diversas gerações. No campo jurídico, destacou-se como advogado provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Maranhão em 1970, com atuação voltada à defesa dos conterrâneos nas comarcas de Itapecuru Mirim e Vitória do Mearim.
Sua atuação na vida pública inclui o exercício do cargo de prefeito de Itapecuru Mirim em 1951, além de ter sido secretário municipal de Educação em 1979, e diretor da Escola Mariana Luz.
No âmbito cultural e cívico, deixou um legado duradouro ao criar a bandeira de Itapecuru em 1978 e a letra do hino de Itapecuru Mirim, símbolos que reforçam a identidade e o orgulho do povo itapecuruense.
Luiz Bandeira também teve papel relevante na vida religiosa e filosófica da comunidade, sendo estudioso do Espiritismo e presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, cuja sede foi inaugurada em 1976. Sua dedicação à doutrina evidencia seu compromisso com valores éticos, espirituais e comunitários.
Além disso, destacou-se como poeta, escritor, cronista, compositor e orador, produzindo peças teatrais e poemas. Elaborou material didático sobre a história de Itapecuru Mirim, utilizado nas escolas, e colaborou com o jornal Trabalhista na década de 1940, contribuindo para a preservação da memória e da identidade local.