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Itapecuru: Em primeiro domingo de reabertura bares lotam e clientes abandonam medidas de prevenção

Aumento de casos é inevitável dentro de 15 dias, dizem especialistas

29/06/2020 05h08Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Da Redação
Foto: Reprodução
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No primeiro domingo após decreto de reabertura dos bares, restaurantes, lanchonetes e afins, publicado pelo prefeito Miguel Lauand na última sexta-feira (26), preocupou autoridades do município. Aglomerações marcaram o dia e o desprezo da população pelas recomendações para combate à pandemia é assustador.

Fica claro que o problema não é restaurante, bar ou lanchonete voltar a funcionar. A população não está nem aí para o risco de morte em massa causado pelo coronavirus, a letalidade do vírus nitidamente não tem a mínima importância para muitos itapecuruenses. Os números crescentes e a falta de testes rápidos, medicamentos nem de longe são motivos para amedrontar quem lotou bares neste domingo (28) em Itapecuru.

A conta no boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura não fecha. No dia 25 de junho eram 2.036 notificações, destas testaram positivo 673 pacientes, suspeitos somavam 119, descartados 1.244 e zero internação. Estranhamente os boletins dos dias 26 e 27 de junho não foram divulgados, nem uma nota de esclarecimento por parte da prefeitura sobre a ausência dos dados apresentada. Somente na noite de domingo, ontem (28), um novo boletim apareceu no perfil do prefeito Miguel Lauand nas redes sociais. 

Foram feitas 20 notificações em 3 dias, número irrisório que denuncia falta de testes rápidos ou falta de compromisso por parte da secretaria de saúde do município. Foram 7 notificações por dia, na média. A estatística revelada pela própria prefeitura mostra que as 20 notificações dividem-se em 2 casos confirmados16 descartados2 suspeitos com 01 internado. Presume-se que esta internação seja de algum paciente positivado ou suspeito, caso contrário sobra alguém no total.

O próprio prefeito declarou em coletiva de imprensa que não havia efetivo suficiente para garantir mais celeridade e fiscalização quanto à aplicação das penalidades previstas nos decretos municipais, por este motivo enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei pedindo autorização para contratar pessoal a ser lotado em funções estratégicas no enfrentamento ao coronavirus. O PL foi aprovado, mas ao que tudo indica a falta de pessoal para ampliar a testagem da população segue da mesma forma ou a falta do próprio teste para este procedimento. O boletim epidemiológico mostra isso.

Com a reabertura dos bares, restaurantes, lanchonetes e afins  a prefeitura impõe exigências a estabelecimentos como incentivo ao uso de protetores faciais (máscaras etc), uso de equipamentos de segurança individual aos funcionários no atendimento ao público ou manipulação de alimentos e especifica a obrigatoriedade do distanciamento social. A exigência é que em cada mesa acomodem-se apenas 4 pessoas com 2 metros de distância umas das outras, as mesas devem estar dispostas também favorecendo o afastamento entre elas.

Os proprietários dos estabelecimentos bem que tentaram obedecer as normas, mas a clientela ensandecida 'tocou o terror'. Não adiantava dono de bar pedir para manter a distância, separar mesas, respeitar as medidas de segurança, o que os clientes queriam era 'encher a lata'. Todo mundo sem máscara e numa aglomeração absurda. Sem fiscalização alguma foi impossível ter qualquer controle.

Como ficou claro, parece que fiscalização será algo um tanto quanto difícil em Itapecuru daqui para frente. Especialistas procurados pela equipe do site Itapecuru Notícias foram enfáticos em afirmar que os resultados desta displicência serão sentidos daqui a aproximadamente 15 dias. Os primeiros agravantes por causa desta situação de pessoas voltarem a se aglomerar já neste domingo começarão aparecer entre os dias 6 e 13 de Julho, tendo em vista que o período de manifestação dos primeiros sintomas de coronavirus é de 2 a 8 dias.

Neste espaço de tempo será o pico de contaminação pós-reabertura de bares e a falta de fiscalização, a partir do dia 6 começará o aumento da procura por atendimento a suspeitos de COVID-19, as reclamações por lotação no hospital regional e postos de saúde, falta ou demora no atendimento pela sobrecarga de paciente devem ser uma constante. As estatísticas só não irão disparar se não forem feitos testes na população, isso pode maquiar a realidade e dar a falsa impressão de que tudo está controlado ou todo mundo está seguro, dizem os especialistas.

A sociedade tem que entender o perigo que corre e não subestimar a doença que já fez milhares de vítimas pelo mundo. O problema não é abrir o bar, a pizzaria, lanchonete, sorveteria ou o comércio em geral; todos têm o direito de trabalhar e alimentar suas famílias. O grande problema está em ser individualista e não ter sentimento de coletividade, percepção de que vida em sociedade requer respeito ao próximo e assim significa resguardar-se para não contaminar os outros. Justamente por falta disto é que chegou-se a uma pandemia.

 
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