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Itapecuru: 2 respiradores mecânicos e 70 mil habitantes, população ignora COVID-19

As aglomerações em frente a instituições bancárias e lotéricas dão uma dica do que está por vir

19/04/2020 12h01Atualizado há 3 meses
Por: Alberto Júnior
Fonte: Da Redação
Aglomeração em frente a casa lotérica em Itapecuru. Foto: Itapecuru Notícias
Aglomeração em frente a casa lotérica em Itapecuru. Foto: Itapecuru Notícias

De acordo com dados divulgados pelo ministério da saúde (MS), o pico de infecção por COVID-19 (coronavirus) no Brasil será entre os meses de Abril e Maio de 2020.

O alerta do governo federal é reforçado por especialistas que estimam aumento no número de contaminação e mortes pelo vírus entre os dias 15 de Abril e 20 de Maio. É neste período que as medidas de prevenção devem ser redobradas e em todo o mundo nações estão adotando o isolamento social como arma mais eficaz contra a doença.

Em Itapecuru Mirim esta parece ser uma preocupação muito distante para a maioria da população, mesmo com decretos publicados pela prefeitura e governo do estado baixando medidas preventivas os moradores da sede insistem em ignorar o perigo iminente. Segundo a prefeitura até o momento nenhum caso positivo foi registrado na cidade, talvez este seja um dos motivos de tanta displicência por parte da sociedade.

Com população em torno de 70 mil habitantes para o ano de 2020, na estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  a localidade é a única da região que não conta com hospital municipal. A população reclama das unidades básicas de saúde (UBS) onde "o atendimento é precário, isso quando tem"; denunciam moradores do bairro Malvinas e Roseana Sarney. Resta então recorrer ao hospital regional Adélia Matos Fonseca, administrado pelo governo do estado, que atende outras 13 cidades.

Por estar a 100 Km da capital, Itapecuru é quase região metropolitana de São Luís. Isto facilita o trânsito de pessoas de um lugar para outro, comércio e prestação de serviços. Há quem trabalhe no município durante o dia e retorne para a capital à noite, há aqueles que cursam faculdade indo e voltando no mesmo dia, tantos mais fazem este trajeto aos finais de semana. O que deixa vulneráveis moradores quanto ao alastramento rápido do coronavirus.

A partir desta segunda-feira (20) o comércio voltará a funcionar das 7h às 13h e a situação pode piorar. Se com estabelecimentos fechados e seguindo decreto de isolamento social a população já não obedecia, com lojas aberta o quadro de vulnerabilidade tende a aumentar. Mesmo diante da obrigatoriedade do uso das máscaras, distribuição de álcool gel, água e sabão para consumidores e clientes como determinou a prefeitura; ninguém está seguro.

O hospital regional Adélia Matos Fonseca conta hoje com apenas 2 (dois) respiradores mecânicos e 2 (dois) leitos de isolamento destinados a pacientes acometidos por COVID-19. Ou seja, 1 aparelho em leito para cada 35 mil habitantes. Como o vírus se espalha rápido demais exatamente por causa das aglomerações e descuidos quanto a medidas de segurança, a conta é simples: Se 50 itapecuruenses forem contaminados por COVID-19 e deste total 10 deles precisarem urgentemente de leito com respirador para sobreviverem, 8 terão que ser transferidos para outras unidades ou morrerão.

O governador Flávio Dino anunciou em sua conta no Twitter que hospitais particulares de São Luís haviam informado o estado que estão chegando ao seu limite para tratamento de pacientes com coronavirus. Também na semana passada Dino publicou notícia sobre a chegada de 107 respiradores mecânicos comprados da China, a expectativa é que 2 deles sejam destinados para o hospital regional de Itapecuru ampliando assim para 4 aparelhos e leitos de isolamento.

Com a rede de saúde particular sobrecarregada e a pública beirando o colapso quem adoecer por causa do virus no interior terá que ser tratado em seu local de origem, sem recorrer ao atendimento na capital. É quando cidades que não endureceram as ações de combate ao COVID-19 sentirão a eficácia do isolamento social, que tem como objetivo principal impedir que muitas pessoas adoeçam ao mesmo tempo extrapolando a capacidade dos hospitais locais. O Colapso total.

Neste contexto, liberar o comércio em Itapecuru obriga a administração Miguel Lauand a implementar ações mais drásticas. Até agora a população esteve bem à vontade para seguir as normas, continuar neste compasso será perigoso pelo fato dos casos confirmados começarem a ser registrados na cidade a partir desta semana. O alerta foi aberto quando os municípios vizinhos como Vargem Grande, Anajatuba, Miranda e Santa Rita apresentaram testagens positivas.

Muito provavelmente já exitam casos de infecção em Itapecuru, mas por algum motivo ainda não foram detectados. As autoridades devem lembrar que estão juridicamente amparadas no Art 268 do Código de Processo Penal Brasileiro, que garante, inclusive a guardas municipais, efetuar prisão de quem desobedecer o decreto da prefeitura. A pena varia de 1 mês a 1 ano e multa.

Prevenir continua sendo a melhor opção. Quem puder, fique em casa. Tripliquem os cuidados com a higiene pessoal e uso de máscara, álcool em gel, água e sabão. Alerta total, a partir de agora começa a fase crítica no Maranhão.

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