
Na manhã desta quinta-feira (2) a prefeitura de Itapecuru Mirim deu início à "reforma" de mais um pedaço da história do município. Verdadeiro desrespeito ao legado das memórias eternizadas nas construções municipais.
Ao passar pelo centro da cidade, a equipe do Portal itapecurunoticias.com foi surpreendida com uma retroescavadeira iniciando a demolição do piso entre os canteiros da praça João Lisboa, cruzamento da avenida Gomes de Sousa com a rua Santo Antônio.
O local fora construído pela administração pública municipal e inaugurado em 1965 como forma de homenagear o maior jornalista maranhense, nascido em terras itapecuruenses.
Não há placa com data de início e termino da obra, valor do investimento, origem do recurso, muito menos qualquer referência a algum projeto e engenheiro responsável. Tudo contra o que determina a lei deste país.
Depois de ter demolido o prédio centenário do antigo mercado público municipal, inaugurado em 31 de dezbro de 1920; o primeiro reservatório de abastecimento de água da cidade, construído na década de 1970; as praças Gomes de Sousa e da Cruz, com sua arborização esverdiante; a prefeitura decidiu destruir outro espaço público.
Nenhum projeto foi apresentado à comunidade, planta, maquete, uma simples ideia, um rabisco, nada. Absolutamente nada. Como das outras ocasiões, para destruir e descaracterizar os lugares e edifícios que eram cartões-postais da cidade a administração pública simplesmente ignorou a população.
Espera-se não seja derrubado, demolido, desrespeitado, destruído o busto deste filho ilustre que ainda hoje enaltece o nome de Itapecuru Mirim cada vez que o seu é citado, pesquisado, lembrado ou aludido em qualquer parte do mundo.
Que as árvores frontosas não sejam derrubadas, excluídas, subtraídas da paisagem onde hoje são sombra para população que ali busca abrigo. Quer sejam os feirantes de toda semana, quer sejam os transeuntes, quer sejam os moradores.
Decerto, fica a pergunta: Qual será o próximo alvo desta descaracterização da "bela" Itapecuru Mirim?