
No final da tarde do último domingo (18) grupos de aplicativo de mensagens do município de Itapecuru Mirim dispararam textos que "sacudiram" a cidade alucinadamente.
Os posts tratavam de uma suposta operação da Polícia Federal realizada no meio da tarde, debaixo da chuva forte e de forma ostensiva. De acordo com as mensagens, o alvo teria sido uma residência na rua Salomão Fiquene, centro.
Chamou atenção que todas as mensagens eram encaminhadas, na mesma ordem e sequência discursiva, dando a entender que alguém não queria se comprometer ao repassar a informação.
A narrativa do disparo de textos em série acusava nome, informava motivo da operação, estimava valores, fazia julgamento prévio e sentenciava categoricamente o suposto alvo da ação.
Desde o início da noite de ontem (18), dezenas de pedidos de esclarecimentos sobre a suposta ação policial foram enviadas à redação do portal itapecurinoticias.com com insistência.
Na manhã de hoje, segunda-feira (19), a reportagem entrou em contato com a Superintendência de Polícia Federal do Maranhão, através da Assessoria de Comunicação daquele órgão, solicitando informações sobre a suposta operação.
A resposta veio direta e clara, afirmando "Bom dia! Não houve operação ontem [domingo, 18/12]".
Portanto, a Polícia Federal negou ter realizado qualquer prisão, cumprido mandado de busca e apreensão, colhido depoimento, efetuado condução, averiguação e outras de suas funções constitucionais dentro da extensão territorial do município de Itapecuru Mirim na data de domingo, 18 de janeiro de 2026.
A série de textos encaminhados de forma viral, via internet, não passou de notícia falsa. Resta saber com qual objetivo foi "plantada" e qual sua verdadeira finalidade. Os autores podem rapidamente serem identificados, caso as pessoas apontadas como alvos acionem a PF, visto que trata-se de envolvimento leviano do órgão a determinada situação para prejudicar terceiros.