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ARX CYBER detalha teste de maturidade em cibersegurança

Com a maturidade cibernética das empresas brasileiras ainda em patamar intermediário, especialista da ARX CYBER detalha as fragilidades que mais aparecem em diagnósticos de segurança e como o resultado orienta a priorização de investimentos

Alberto Júnior
Por: Alberto Júnior Fonte: Agência Dino
01/10/2026 às 03h20
ARX CYBER detalha teste de maturidade em cibersegurança
Banco de imagens iStock

A Pesquisa Setorial sobre maturidade digital das empresas brasileiras, conduzida pelo Markets Innovation & Technology Institute (MiTi) com patrocínio da FTI Consulting, identificou média de 58% de aderência às boas práticas de cibersegurança, contra 53% no levantamento anterior. O mesmo estudo estimou em 43% a probabilidade média de sucesso de um atacante diante das companhias avaliadas, ante 50,65% na edição passada. Os resultados indicam evolução, mas mantêm o mercado em estágio intermediário e evidenciam uma dificuldade recorrente entre organizações de diferentes portes: saber com precisão qual é o grau de exposição a ataques digitais e quais pontos do ambiente corporativo exigem atenção imediata.

Esse cenário motiva empresas de segurança da informação a estruturar avaliações voltadas a mapear riscos e orientar planos de ação. Segundo Lierte Bourguignon, VP de Vendas da ARX CYBER, companhia especializada em cibersegurança, infraestrutura e nuvem desde 2003, a raiz do problema costuma estar na forma como as organizações enxergam a segurança digital.

"Muitas empresas ainda enxergam segurança da informação como um conjunto de ferramentas implantadas, mas sem uma visão consolidada de processos, pessoas e riscos. O desafio está em transformar informações técnicas em indicadores que apoiem decisões estratégicas. Sem um diagnóstico estruturado, a organização acaba investindo em segurança de forma pontual, sem necessariamente atuar nos pontos que representam maior exposição", afirma.

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Fragilidades mais comuns em avaliações iniciais

De acordo com o executivo, quando uma companhia passa por uma avaliação de segurança pela primeira vez, determinados pontos costumam se repetir. Ele cita a gestão de identidades e acessos, a proteção de dispositivos, a atualização de ambientes tecnológicos, o monitoramento contínuo e a capacidade de resposta a incidentes como as áreas mais frágeis identificadas nesse tipo de diagnóstico.

"Também identificamos muitas empresas que possuem tecnologias de segurança, mas ainda precisam evoluir processos, controles e definição de responsabilidades para que esses recursos sejam utilizados de forma mais eficiente", pontua.

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Uma pesquisa da Inatel mostra ainda que 42% das companhias avaliadas não possuem um plano de resposta a incidentes de cibersegurança, e 65% não orientam suas equipes sobre como agir diante de um ataque. O relatório Cost of a Data Breach, do Ponemon Institute em parceria com a IBM, aponta que o custo médio de uma violação de dados no país chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% frente ao ano anterior.

Consequências da falta de clareza sobre riscos

Para Lierte Bourguignon, a ausência de um diagnóstico estruturado tende a comprometer a distribuição dos recursos de segurança dentro da empresa. "Quando uma empresa não conhece seus riscos, ela fica mais vulnerável a tomar decisões sem prioridade clara. Isso pode resultar em investimentos direcionados para problemas menos críticos, enquanto vulnerabilidades relevantes permanecem abertas", explica.

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Em um cenário de ataque, essa falta de preparo tende a aumentar o tempo de detecção e resposta, o que amplia impactos financeiros, operacionais e reputacionais para a organização afetada.

Mudança de comportamento após o diagnóstico

A avaliação de maturidade costuma provocar mudanças na forma como a segurança digital é tratada pelas equipes de tecnologia e pela liderança das empresas. O VP de Vendas da ARX CYBER observa que um dos principais ganhos está na mudança de percepção sobre o tema.

"Muitas empresas passam a enxergar a cibersegurança como um processo contínuo de gestão de risco, e não apenas como uma questão técnica. O diagnóstico ajuda a criar uma visão compartilhada entre equipes de tecnologia e liderança, permitindo definir prioridades, metas e investimentos de forma mais estratégica", diz.

Próximos passos após identificar vulnerabilidades

Depois de concluído o diagnóstico, o passo seguinte, segundo Bourguignon, é transformar os resultados em um plano de evolução que priorize os riscos mais relevantes para cada negócio. "A partir disso, é importante trabalhar em frentes como fortalecimento de controles, melhoria dos processos de resposta, capacitação das equipes e monitoramento contínuo do ambiente. A segurança precisa acompanhar a evolução da empresa e ser tratada como uma disciplina permanente", ressalta.

Um levantamento do Cybersecurity Readiness Index, da Cisco, aponta que apenas 5% das empresas brasileiras atingiram um nível considerado maduro de proteção digital, percentual igual ao do ano anterior. O dado indica que parte do mercado ainda trata a segurança da informação como pauta pontual.

Para o executivo, a maturidade em cibersegurança não está relacionada apenas à quantidade de ferramentas adotadas por uma companhia, mas à capacidade de compreender riscos e agir de forma preventiva. Com base nessa visão, a ARX CYBER desenvolveu um teste de maturidade em cibersegurança gratuito, voltado a ajudar organizações a identificar seu cenário atual, mapear os principais pontos de exposição e definir um caminho mais claro para evoluir a postura de segurança digital.

Para mais informações, basta acessar: https://assessment.arxcyber.com.br/

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