
A população do município de Presidente Vargas, a 133 km de São Luís, passa por situação delicada. Já não bastassem todas as dificuldades na sede e zona rural, o início de 2026 ficou ainda pior.
De acordo com o advogado Diogo Viana, no começo do mês de fevereiro deste ano o Bradesco fechou as portas da única agência bancária existente no município.
Clientes terão que recorrer a correspondentes bancários, casa lotérica ou viajarem a municípios vizinhos para efetuar saques, depósitos e qualquer atendimento presencial.
Segundo a denúncia do advogado, o principal motivo do fechamento da agência teria sido o fato da prefeita Fabiana Mendes ter tirado a folha de pagamento dos servidores públicos municipais do Bradesco e levado para outra instituição que não dispõe de agência na cidade.
Agora os funcionários da prefeitura terão que se deslocar até Itapecuru Mirim ou Vargem Grande para tratar qualquer assunto relacionado a seus vencimentos, causando desconforto e incômodo.
Embora os bancos disponibilizem aplicativos via telefonia móvel, a maioria quase absoluta da população de Presidente Vargas tem dificuldade de manuseio com aparelhos celulares, internet banking, além acesso à internet ser difícil.
Obrigados a efetuarem saques em outras localidades, os servidores deixam de aplicar dinheiro na cidade onde moram e, inevitavelmente, aquecem a economia em lugares diferentes.
O comércio local perde muito, a circulação de valores diminui e a escacez dos recursos força redução de postos de trabalhos, diminui oferta de emprego, prejudica a população.
Empresários já ligaram o alerta no que pode significar dificuldades no futuro próximo, devido à mudança realizada no pagamento dos servidores públicos municipais.