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Política Mas Será o Benedito?

Itapecuru: Com responsabilidade câmara começa se rebelar contra administração Coroba

Falta de diálogo e desrespeito a indicações nos últimos 11 meses geraram indignação

28/11/2021 às 07h08 Atualizada em 29/11/2021 às 07h15
Por: Solange Araújo Fonte: Da Redação
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Prefeito Benedito Coroba discursa na tribuna da câmara de Itapecuru. Foto: Reprodução
Prefeito Benedito Coroba discursa na tribuna da câmara de Itapecuru. Foto: Reprodução

Na sessão da câmara de vereadores da última quinta-feira (25) o discurso do vereador Allan Capistrano (PSB) deixou evidente o que, até então, era sentido apenas nos bastidores do cenário político itapecuruense. O prefeito Benedito Coroba mostra pouco traquejo com a política, como dizem alguns.

Mesmo tendo sido deputado estadual de 1991 a fevereiro de 1995 e promotor público até 2018, Coroba parece ter "perdido o jeito" como parlamentar ou mesmo a arte da intermediação adquirida durante sua passagem nos mais de 20 anos como membro do Ministério Público. Inúmeras são as reclamações de aliados sobre a forma como o advogado brilhante e promotor respeitadíssimo exerce o cargo de gestor municipal, a mais recente delas em ato público vindo do parlamento local.

Allan Capistrano, vereador de primeiro mandato, um jovem que correu os quatro cantos da cidade levando mensagem de esperança, mudança, desenvolvimento e melhorias na prestação de serviços públicos pregados pelo então candidato de seu partido (PSB) à prefeitura do município, desabafou. "Sempre trabalhei, nunca dependi de prefeitura. Quem me conhece desde criança sabe", disse.

De janeiro até o último sábado (20), como vereador da base aliada do executivo na câmara, Capistrano havia mantido sua discrição característica quanto às reclamações de colegas e também eleitores sobre a atual gestão que, segundo os relatos, ignora pedidos, indicações e solicitações feitas dia após dia. Até que por uma fatalidade teve que socorrer a própria família em momento de perda, uma prima falecera em São Paulo e seu corpo precisava ser trazido para Itapecuru.

De acordo com o do próprio vereador, ele recorreu à secretaria de assistência social do município, que tem recursos para este fim, e não foi atendido, recorreu ao prefeito e também não foi atendido. Então decidiu recorrer aos amigos que, de pronto, saíram em sua solidariedade.

Este episódio fez Allan Capistrano refletir: "Se eu que sou vereador, da base do governo na câmara, do mesmo partido do prefeito, aliado de primeira hora recebi este tipo de tratamento, como não estará sendo prestado este mesmo serviço para a população que não tem o número do prefeito, não tem acesso a alguém da assistência social, a população mais carente?", declarou ele em discurso na sessão ordinária da câmara de vereadores. Veja no vídeo a seguir.

 
 
 
 
 
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Pode ser que o velho ditado popular "vão-se os anéis, ficam os dedos" comece a fazer sentido na política itapecuruense daqui por diante.

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